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Rhodesian Ridgeback

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Origem:

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Cor de pelo:

Preço Médio:

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Sobre a raça

Origem
O Rhodesian Ridgeback é originário da África Austral (antiga Rodésia, atual Zimbábue). A sua história começa com os cães de caça dos Khoikhoi, que possuíam uma característica crista de pelos invertidos no dorso. No século XIX, colonos europeus cruzaram esses cães nativos com raças como o Greyhound, Mastiff e Bloodhound para criar um cão capaz de suportar as temperaturas extremas da savana, a escassez de água e a vegetação densa. A sua função principal era rastrear e encurralar leões, mantendo-os cercados até à chegada do caçador, o que exigia uma combinação única de agilidade, coragem e resistência.

Temperamento
É um cão digno, inteligente e reservado com estranhos, mas extremamente leal e protetor em relação à sua família. O Ridgeback não é um cão que ladre sem motivo, sendo considerado um "sentinela silencioso". Possui uma personalidade forte e independente, o que pode ser confundido com teimosia, exigindo um dono experiente que utilize métodos de treino consistentes e positivos. Apesar do seu passado como caçador feroz, em casa é um companheiro calmo, que aprecia o conforto do sofá e o contato próximo com os seus donos.

Cuidados
A sua pelagem curta e densa é de manutenção mínima, sendo muito limpa e com pouco odor característico de cão. No entanto, o Rhodesian Ridgeback é um atleta de elite que necessita de exercício físico vigoroso diariamente para se manter equilibrado. Devido ao seu forte instinto de caça, deve ser exercitado em áreas seguras e vedadas, pois pode perseguir pequenos animais por quilómetros. É uma raça geralmente saudável, mas deve-se ter atenção à displasia da quadril e ao "sinus dermoide", uma condição genética da pele associada à crista do dorso.

Curiosidades
A Crista Dorsal: A sua característica mais famosa é a "ridge" (crista), uma faixa de pelo que cresce na direção oposta ao restante manto ao longo da coluna vertebral. É considerada a marca registada da raça e tem origem nos cães primitivos da África.

O Caçador de Leões: Embora o nome "Cão de Leão" sugira um combate direto, o Ridgeback nunca foi treinado para matar leões, mas sim para os desafiar e manter imobilizados através da agilidade e de investidas rápidas, evitando o confronto físico fatal.

Resistência à Sede: Graças à sua herança africana, esta raça desenvolveu uma capacidade impressionante de passar mais de 24 horas sem água enquanto trabalha sob o sol intenso da savana.

Aversão à Chuva: Curiosamente, muitos donos relatam que este cão tão corajoso diante de feras selvagens tem uma aversão quase cómica à água e à chuva, recusando-se frequentemente a sair de casa se o chão estiver molhado.

Especificações
Média de
Altura
61cm a 69cm
Média de
Peso
30kg a 39kg
Média de
Vida
13 anos
Características

Energia

4 / 5

Obediência

5 / 5

Intelecto

5 / 5

Territorialismo

3 / 5

Apego ao tutor

5 / 5

Tendência para latir

3 / 5

Paciência com crianças

5 / 5

Calma com outros pets

5 / 5

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Principais Doenças da Raça

1. Dermoid Sinus (Sinus Dermóide)

É uma condição congênita (presente ao nascimento) em que a pele forma um tubo ou cisto sob a pele, que pode se estender até a coluna vertebral. É uma doença hereditária exclusiva de cães com "ridge" (crista) nas costas. O cisto pode se tornar infectado e causar sérios problemas neurológicos.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

2. Displasia do Quadril e Cotovelo

A displasia é uma condição genética e ortopédica na qual as articulações do quadril ou do cotovelo não se desenvolvem corretamente. Isso causa atrito, dor e, com o tempo, leva a artrite degenerativa e dificuldade de movimento. É uma doença muito comum em raças de grande porte.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

3. Torção Gástrica (Dilatação Volvular Gástrica - GDV)

É uma emergência veterinária com risco de vida, comum em cães grandes e de peito profundo. Acontece quando o estômago se enche de gás e se torce sobre si mesmo, cortando o fluxo sanguíneo. O tempo de socorro é crucial.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

4. Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma condição em que a glândula tireoide não produz hormônios suficientes. Esta deficiência pode afetar o metabolismo do cão, levando a uma série de sintomas físicos e comportamentais.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

Se o seu pet apresentar qualquer sintoma incomum, comportamentos estranhos ou sinais de desconforto que não estejam listados acima, procure um médico veterinário imediatamente. Esta lista serve apenas como guia de doenças comuns da raça, mas a avaliação de um profissional é insubstituível para um diagnóstico preciso e o tratamento correto.

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