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Dogo Canário

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Sobre a raça

Origem
Originário das Ilhas Canárias (Espanha), especificamente de Tenerife e Gran Canaria, este cão molossoide é um símbolo vivo do arquipélago. Seus ancestrais datam do século XVI, surgindo do cruzamento entre o antigo "Majorero" (um cão de gado pré-hispânico) e cães molossos trazidos da Europa. Inicialmente, foi selecionado por sua força hercúlea para o trabalho com o gado bovino, guarda de propriedades e extermínio de animais nocivos. Sua estrutura física e temperamento foram forjados na dureza do campo, resultando em um guardião nato que foi declarado símbolo natural da ilha de Gran Canaria pelo governo das Canárias.

Temperamento
O Dogo Canário é um cão de presença séria e temperamento equilibrado. Ele é conhecido por ser extremamente autoconfiante e calmo, mas possui um instinto territorial e de guarda extraordinariamente aguçado. Com sua família, ele é dócil, nobre e muito apegado, embora mantenha uma postura reservada e vigilante com estranhos. Sua voz é grave e profunda, usada como um aviso intimidador que raramente precisa ser seguido por ação, já que sua simples presença costuma ser dissuasória. Por ser uma raça poderosa e dominante, requer um tutor com pulso firme e uma socialização intensa desde filhote.

Cuidados
A manutenção da sua pelagem curta e áspera é simples, exigindo apenas escovações ocasionais. No entanto, o cuidado com a saúde física é primordial: por ser um cão pesado e de crescimento rápido, as articulações devem ser preservadas, evitando exercícios de alto impacto enquanto jovem. O Dogo Canário precisa de exercícios moderados e regulares para manter seu tônus muscular e saúde mental. Além disso, por sua natureza dominante, o treinamento de obediência é essencial. Não é uma raça recomendada para apartamentos ou tutores de primeira viagem, florescendo melhor em locais com espaço e com uma liderança clara.

Curiosidades
Olhar de Observador: O Dogo Canário tem um modo muito particular de observar: ele encara de forma direta e firme, o que, somado à sua expressão austera, é uma característica marcante da raça para avaliar possíveis ameaças.

Identidade Visual: Sua pelagem "tigrada" (brindle) em todas as variações, do areia ao escuro, é a mais tradicional e valorizada, pois servia como camuflagem perfeita nos terrenos vulcânicos e rurais das ilhas.

Renascimento da Raça: Na década de 1960, a raça esteve à beira da extinção devido ao declínio do uso rural e à proibição de certas atividades. Seu ressurgimento começou na década de 1970, liderado por criadores que recuperaram o padrão funcional e rústico que o torna tão respeitado hoje.

Especificações
Média de
Altura
56cm a 65cm
Média de
Peso
38kg a 65kg
Média de
Vida
11 anos
Características

Energia

4 / 5

Obediência

4 / 5

Intelecto

4 / 5

Territorialismo

4 / 5

Apego ao tutor

4 / 5

Tendência para latir

3 / 5

Paciência com crianças

4 / 5

Calma com outros pets

3 / 5

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Principais Doenças da Raça

1. Displasia do Quadril e Cotovelo

A displasia é uma condição genética e ortopédica na qual as articulações do quadril ou do cotovelo não se desenvolvem corretamente. Isso causa atrito, dor e, com o tempo, leva a artrite degenerativa e dificuldade de movimento. É uma doença muito comum em raças de grande porte, como o Dogo Canário.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

2. Torção Gástrica (Dilatação Volvular Gástrica - GDV)

É uma emergência veterinária com risco de vida, comum em cães grandes e de peito profundo, como o Dogo Canário. Acontece quando o estômago se enche de gás e se torce sobre si mesmo, cortando o fluxo sanguíneo. O tempo de socorro é crucial.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

3. Problemas Oculares (Entrópio e Ectropion)

O Entrópio (pálpebra virada para dentro) e o Ectropion (pálpebra virada para fora) são condições oculares que podem causar irritação, infecções e, se não tratadas, úlceras na córnea. Ambas as condições são uma preocupação na raça.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

4. Demodicose

A Demodicose, ou sarna demodécica, é uma doença de pele causada pela proliferação de um tipo de ácaro chamado **Demodex canis**, que normalmente vive na pele dos cães de forma inofensiva. Em alguns cães, especialmente os com sistema imunológico enfraquecido (como filhotes ou cães estressados), a proliferação do ácaro causa perda de pelo e lesões na pele. A raça tem uma predisposição para a condição.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

Se o seu pet apresentar qualquer sintoma incomum, comportamentos estranhos ou sinais de desconforto que não estejam listados acima, procure um médico veterinário imediatamente. Esta lista serve apenas como guia de doenças comuns da raça, mas a avaliação de um profissional é insubstituível para um diagnóstico preciso e o tratamento correto.

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