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Border Terrier

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Sobre a raça

Origem
O Border Terrier é um dos terriers mais antigos da Grã-Bretanha, originário da região montanhosa de Cheviot Hills, na fronteira (border) entre a Inglaterra e a Escócia. Foi desenvolvido especificamente para ajudar os pastores e caçadores a proteger os rebanhos de ovelhas contra as raposas. Ao contrário de outros terriers de pernas curtas, o Border Terrier foi criado com pernas suficientemente longas para acompanhar um cavalo ao galope, mas pequeno o suficiente para entrar em tocas de raposas. A sua pelagem densa e pele grossa protegiam-no das intempéries e das mordidas das presas durante o trabalho.

Temperamento
Embora mantenha a determinação e a coragem típicas dos terriers, o Border é conhecido por ser mais sociável e menos "explosivo" do que muitos dos seus primos. É um cão afetuoso, inteligente e com uma personalidade equilibrada, o que o torna um excelente companheiro de família. É muito adaptável, sentindo-se feliz tanto numa caminhada vigorosa na montanha como relaxado no sofá. Contudo, o seu instinto de caça permanece vivo; ele tem uma tendência nata para perseguir pequenos animais e pode ser bastante independente (ou teimoso) se o treino não for consistente e motivador.

Cuidados
A sua pelagem é dupla: um subpelo denso e macio coberto por um pelo de arame áspero que repele a água e a sujeira. O Border Terrier não perde muito pelo, mas para manter a saúde da pele e a textura correta, deve ser submetido ao processo de stripping (remoção manual do pelo morto) duas vezes por ano. É um cão com muita energia que necessita de exercício diário significativo e estímulo mental. Devido ao seu forte impulso de caça, o treino de recolha (recall) é essencial, e deve ser mantido em locais seguros ou com trela. É uma raça extremamente robusta e saudável, conhecida pela sua longevidade.

Curiosidades
Cabeça de Lontra: O padrão da raça descreve a sua cabeça como tendo o formato de uma "cabeça de lontra", uma característica única que o distingue visualmente de todos os outros terriers.

Pele de Armadura: O Border Terrier possui uma pele excecionalmente grossa e solta. Historicamente, esta era uma defesa vital; se uma raposa ou outro animal o mordesse, a pele solta permitia ao cão continuar a mover-se e a lutar sem sofrer ferimentos graves nos órgãos ou músculos.

Voz de Alerta: Apesar de não ser um latidor incessante, o Border possui um latido profundo e potente para o seu tamanho, utilizado originalmente para avisar os caçadores quando encontrava uma presa debaixo de terra.

Estrela de Cinema: Devido à sua aparência expressiva e facilidade de treino, a raça é frequentemente utilizada em filmes e televisão. Um dos exemplos mais famosos é o cão "Puffy" do filme Doidos por Mary.

Especificações
Média de
Altura
23cm a 25cm
Média de
Peso
5kg a 7kg
Média de
Vida
15 anos
Características

Energia

5 / 5

Obediência

5 / 5

Intelecto

5 / 5

Territorialismo

4 / 5

Apego ao tutor

4 / 5

Tendência para latir

4 / 5

Paciência com crianças

4 / 5

Calma com outros pets

4 / 5

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Principais Doenças da Raça

1. Síndrome de Epileptoide Canina (Sindrome de Spikes)

É uma condição neurológica genética na qual o cão apresenta episódios de tremores, espasmos musculares e falta de coordenação, que se assemelham a convulsões. A causa exata é desconhecida, mas a condição é comum e específica da raça. Geralmente, o cão não perde a consciência durante os episódios.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

2. Luxação da Patela

A luxação da patela é uma condição ortopédica em que a rótula (patela) do joelho se move para fora de sua posição normal. É uma das doenças mais comuns em raças pequenas, podendo causar dor e dificuldade para o cão andar.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

3. Alergias e Problemas de Pele

A raça é propensa a **alergias** de origem ambiental (pólen, ácaros) ou alimentar, que causam coceira intensa, inflamação e infecções de pele secundárias.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

4. Doença de Legg-Calvé-Perthes

É uma doença genética em que a cabeça do fêmur, osso da coxa, se degenera devido a uma interrupção no fluxo sanguíneo. Isso causa a deterioração da articulação do quadril, levando à dor e claudicação.

Sintomas:

Possível Cura/Tratamento:

Se o seu pet apresentar qualquer sintoma incomum, comportamentos estranhos ou sinais de desconforto que não estejam listados acima, procure um médico veterinário imediatamente. Esta lista serve apenas como guia de doenças comuns da raça, mas a avaliação de um profissional é insubstituível para um diagnóstico preciso e o tratamento correto.

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